No Dia Nacional da Vacinação, celebrado nesta sexta-feira (17/10), a Câmara do Rio reforça que imunizar é um gesto de cuidado também com o outro. Em um momento em que profissionais da saúde, como a fisioterapeuta Andressa Reis, lembram o quanto as vacinas salvam vidas, o Parlamento carioca segue atuando para ampliar o acesso à imunização e fortalecer as políticas públicas de saúde.
Mãe da Helena, de 10 anos, Andressa garante que as carteirinhas de vacinação das duas estão em dia. “A minha filha teve Covid-19 e, graças à vacina, não teve nenhuma sequela. Ela acabou desenvolvendo a Síndrome de Kawasaki, uma doença que causa inflamação nos vasos sanguíneos, mas ela foi tratada e está saudável. Sou da área da saúde e acredito que se vacinar é um ato de cuidado que deve ser feito por todos”, ressalta a fisioterapeuta.
Ferramentas de saúde pública extremamente eficazes, as vacinas são feitas a partir de vírus enfraquecidos, usados como “isca” para que o sistema imunológico aprenda a reconhecê-los e combatê-los. Assim, o corpo fica protegido contra várias doenças. Elas foram fundamentais para a superação da pandemia de Covid-19.
Campanha para crianças e adolescentes
Atualmente, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio) promove uma campanha de multivacinação para bebês, crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade. São disponibilizadas todas as 16 vacinas que constam no calendário nacional. O “Dia D” será neste sábado (18/10) e o mutirão segue até o dia 31, com expectativa de vacinar até 300 mil crianças e atualizar suas cadernetas.
Leis da Câmara estimulam a vacinação
Os vereadores do Rio têm aprovado leis que ajudam a ampliar o acesso à vacinação em toda a cidade e a conscientizar a população sobre a importância de se proteger. Um dos principais exemplos é a Lei nº 7.920/2023, de autoria do vereador Dr. Gilberto (SD), que criou o Programa Vacina na Escola nas redes de ensino pública e privada.
Cada escola deve promover campanhas de vacinação e avisar aos responsáveis para levarem o cartão de imunização dos filhos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o programa já ajudou a alcançar 94,7% de cobertura da vacina pentavalente na cidade.
Caso o aluno não apresente o cartão, a escola envia um comunicado orientando a família a procurar o posto de saúde mais próximo, e as unidades de saúde recebem uma lista com os nomes dos estudantes que não apresentaram o documento. O objetivo é garantir a vacinação completa de todas as crianças e adolescentes.
“O Programa Vacina na Escola reconhece a realidade da cidade. Muitos pais têm rotinas intensas, e levar as vacinas até o ambiente escolar facilita a vida das famílias. Atingir mais de 90% de cobertura na pentavalente mostra a eficácia da iniciativa e reforça nosso compromisso com a saúde e o futuro da população carioca”, destaca o parlamentar.
Já o PL 314-A/2025, aprovado em definitivo pela Casa no último mês e enviado para análise da prefeitura, cria a Campanha Permanente de Conscientização e Incentivo à Vacinação – “Vacina Salva Vidas”. De autoria do vereador Fábio Silva (Podemos), a proposta tem um caráter educativo e informativo, com a finalidade de combater fake news.
“A vacinação é uma das maiores conquistas da saúde pública. Queremos reforçar, de forma permanente, a importância da imunização e combater a desinformação. Em muitos bairros, vejo pessoas vulneráveis por falta de informação. Vacinar é um ato de amor, proteção e responsabilidade. Confie na ciência: vacinas salvam vidas”, afirma Silva.
Combate à desinformação
Durante a pandemia de Covid-19, a disseminação de informações falsas sobre vacinas reduziu a adesão da população. E ainda hoje persistem os mitos sobre supostos efeitos negativos dos imunizantes, o que, segundo Fábio Argenta, diretor-médico do Saúde Livre Vacinas, pode contribuir para trazer de volta doenças antes controladas e até erradicadas, como o sarampo e a poliomielite.
“Levar as vacinas aonde as crianças estão é uma medida prática e eficaz. Reduz barreiras logísticas para os pais e aumenta a adesão. Já a campanha permanente de conscientização ou educação continuada sobre vacinas é essencial para combater fake news, reforçar a confiança na ciência e manter a população informada”, afirmou Argenta.
Para o especialista, há uma série de medidas que podem ser adotadas para estimular ainda mais a população. O médico sugeriu a integração digital dos dados de vacinação com os registros escolares, a formação de multiplicadores, a realização de campanhas segmentadas por faixa etária e perfil sociocultural, o uso da gamificação nas escolas, o monitoramento público da cobertura vacinal por escola ou bairro e até parcerias com influenciadores digitais e artistas locais.
Dados
De acordo com o Observatório Epidemiológico do Rio (EpiRio), já foram aplicadas 2.096.780 doses da vacina contra a Influenza no município em 2025. As gestantes integram o grupo com a maior cobertura vacinal, com 60,87%, seguido dos idosos, com 54,04%. Grupos prioritários figuram em terceira posição, com 48,92% e crianças por último, com 32,61% de doses aplicadas contra a doença.
Em relação à Covid-19, 21.666.940 pessoas já foram vacinadas na cidade. A dose bivalente teve maior adesão entre adultos de 50 a 59 anos (258.236) e de 40 a 49 anos (248.102).

