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Coqueluche: São Paulo já tem 4 vezes mais casos do que o ano passado inteiro

O número de casos confirmados de coqueluche na cidade de São Paulo aumentou quatro vezes nos primeiros cinco meses de 2024, em relação à quantidade total de casos registrados no ano passado.

Entre janeiro e maio deste ano, foram registrados 32 casos da doença, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). De acordo com a série histórica de casos e óbitos confirmados de coqueluche, 8 casos da doença foram registrados ao longo de 2023.

Ao Terra, o cardiologista Dr. Fábio Argenta diz que existem diferentes fatores que podem explicar o recente aumento no número de casos. Por exemplo, a natureza da doença, que é altamente contagiosa, uma possível diminuição da imunidade coletiva e a redução na taxa de vacinação.

“O imunizante é parte integrante do calendário de vacinação infantil em muitos países, mas em alguns lugares, a adesão à vacina tem diminuído”, aponta o médico.

Segundo dados do SUS (Sistema Único de Saúde SUS), nos últimos dez anos, o país registrou uma queda no número de pessoas aderindo à vacinação. Em 2012, 93,81% do público-alvo foi atingido, já em 2022, depois da pandemia de covid-19, o índice ficou em 77,25%.

Importância da vacinação

O aumento no número de casos acende alertas sobre a necessidade de cumprir com o calendário nacional de vacinação. O Instituto Butantan, do governo estadual de SP, publicou um comunicado no qual reforça que a coqueluche é “uma doença mortal para crianças, mas que pode ser prevenida pela vacinação – bebês não imunizados com menos de 1 ano de idade são justamente as principais vítimas”.

Ainda segundo o comunicado do instituto, “a vacina pentavalente (difteria, tétano, pertussis, hepatite B recombinante e Haemophilus influenzae B conjugada) é oferecida gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) aos dois, quatro e seis meses de vida. Mais dois reforços com a vacina DTP (difteria, tétano e pertussis), conhecida também como tríplice bacteriana infantil, são indicados aos 15 meses e aos 4 anos”.

Mesmo no caso dos adultos, é possível que a pessoa fique suscetível novamente à doença, porque a vacina pode “perder o efeito com o passar do tempo”, de acordo com o Ministério da Saúde. O Instituto Butantan recomenda que adultos recebam doses de reforços da dTpa a cada 5 ou no máximo 10 anos.

Mulheres grávidas devem receber a vacina contra a coqueluche, preferencialmente entre as 27 e 36 semanas de gestação. “Isso ajuda a proteger o bebê recém-nascido, que é mais vulnerável, até que ele possa ser vacinado”, explica o cardiologista Dr. Fábio Argenta.

Como a doença funciona

A coqueluche é uma infecção respiratória causada pela bactéria Borderella pertussis, que se aloja na garganta. A transmissão acontece com facilidade, uma vez que existe o contato com as gotículas respiratórias de uma pessoa infectada.

“A coqueluche também é conhecida como “tosse comprida” e pode variar em gravidade e se manifesta de diferentes formas em cada pessoa. No entanto, os mais comuns são: tosse persistente, chiado ou guinchos ao respirar, vômitos após a tosse, episódios de apneia e fadiga”, explica o cardiologista, Dr. Fábio Argenta.

O médico defende o diagnóstico precoce da doença. “Os sintomas iniciais podem ser semelhantes aos de um resfriado comum, o que pode levar a um diagnóstico tardio, propagando a disseminação do vírus”, explica.
Como prevenir a coqueluche

Para o cardiologista, o fortalecimento dos programas de vacinação e a conscientização sobre os sintomas da coqueluche são fundamentais para controlar a propagação da doença. “Afinal, a vacinação ainda é a forma mais eficaz de prevenção”. Além disso, o médico defende reforçar medidas de higiene, como lavar as mãos com frequência, especialmente antes de comer, usar o banheiro e após tossir ou espirrar.

Fonte: Terra

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